Sedentarismo

Sedentarismo Infantil e Obesidade: um relatório assustador

A preocupação com o adequado esclarecimento dos prejuízos do sedentarismo infantil, e da necessidade de orientação a respeito da prática regular de atividades físicas tem mobilizado vários órgãos da saúde pública.

sedentarismo infantil

Recentemente o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA publicou um relatório relativo à fatos e estatísticas sobre atividade física naquele país. Percebe-se nitidamente a preocupação com as crianças, uma vez que quando se trata de atitudes preventivas, não existe nada mais apropriado que atividade física e educação alimentar.

Para alertar e mesmo “assustar” pais e responsáveis relacionamos abaixo os principais itens deste relatório, lembrando que as evidências norte-americanas atuais refletem a tendência dos países em desenvolvimento como o nosso:

1) Padrões de saúde e nutrição estabelecidos na infância são os maiores indicativos da previsão do estado de saúde de um adulto;
2) Atividade física regular ajuda o crescimento e mantém músculos e ossos saudáveis, reduzindo a quantidade de gordura corporal;
3) Exercícios regulares reduzem a depressão e a ansiedade promovendo o bem-estar psíquico;
4) Vida sedentária e dieta inadequada contribuem para cerca de 300.000 mortes anualmente nos EUA. Somente o tabagismo supera estes índices;
5) Cerca de metade dos jovens entre 12 e 21 anos de idade não praticam exercícios regularmente;
6) Vida sedentária aumenta o risco de morte prematura, morte por doença cardíaca, desenvolvimento de diabetes, câncer de intestino, e hipertensão;
7) Não se pode contar com os programas de atividade física escolar para proporcionar a atividade física necessária às crianças. Cerca de 75% dos alunos acabam não cumprindo os programas de educação física escolar. Mesmo aqueles que realizam aulas de educação física, somente 19% são fisicamente ativos por pelo menos 20 minutos por dia;
8) A participação em atividades físicas declina a medida em que a criança se desenvolve, constata-se uma redução de 28% do índice de crianças ativas quando se compara estudantes do 9º e do 12º grau;
9) Por faixa cronológica a queda do índice de crianças ativas é de 50% comparando-se jovens de 12 a 13 anos e jovens entre 18 e 21 anos;
10) Geralmente, as meninas são menos ativas que os meninos e crianças da raça negra são menos ativas que as da raça branca;
11) A porcentagem de crianças e adolescentes que tem excesso de peso mais do que duplicou nos últimos 30 anos. A maior parte desse aumento ocorreu a partir dos anos 70;
12) Cerca de 4,7 milhões de crianças americanas entre 6 e 17 anos são consideradas seriamente obesas. Crianças e adolescentes obesos são mais propensas a se tornar adultos obesos e sujeitos a doenças crônico-degenerativas como doenças cardíacas, hipertensão, diabetes e várias formas de câncer;

Esses dados são realmente assustadores, constituindo elementos responsáveis pelo estabelecimento das diretrizes dos programas de saúde pública americanos. Observando as características da população americana, podemos perceber que será realmente muito difícil reverter este quadro.

Os maus hábitos alimentares e o sedentarismo infantil constituindo um círculo vicioso estão profundamente sedimentados constituindo até parte da cultura popular.

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No nosso caso, felizmente o problema ainda não é tão grave. Cabe entretanto um alerta para evitarmos que nossos hábitos sigam no mesmo caminho, educando principalmente as crianças para uma vida mais ativa e saudável.