infecção respiratória

O que é Infecção respiratória induzida por vírus

Vírus da Gripe ou Infecção respiratória induzida por vírus é a mais freqüente síndrome infecciosa do ser humano e uma importante causa de morbidade e mortalidade, principalmente em idosos e em indivíduos com patologia pulmonar prévia. É favorecida pela baixa temperatura e baixa umidade, razão por que torna-se comum nesta época do ano, em Brasília.

Infecção respiratória

 

O rinovírus é o vírus mais freqüente da síndrome de resfriado comum (40% dos casos). Vem seguido pelo coronariopatias(10%) e pelos vírus parainfluenza, vírus sincicial respiratório, vírus da influenza e o adenovírus. Esses últimos juntos são responsáveis por 10% a 15% das infecções. Outros vírus, ainda não identificados, respondem por 20% a 30% dos casos. O rinovírus (resfriado comum) lesa principalmente as vias respiratórias superiores, levando a coriza e obstrução nasal. O vírus da influenza (gripe), no entanto, além de causar doença nas vias aéreas superiores, comumente invade as vias respiratórias inferiores e algumas vezes o parênquima pulmonar.

A síndrome clínica decorrente da invasão por esse vírus compreende sintomas gerais, tais como febre, prostração, dor muscular e cefaleia. A febre geralmente é alta e pode persistir do primeiro ao quinto dia. Os sintomas sistêmicos predominam nos primeiros dias, enquanto que os sintomas respiratórios, principalmente a tosse, predominam no fim da primeira semana. A terapia antiviral da Infecção Respiratória específica para o vírus influenza costuma ser efetiva, mas tem custo elevado e deve ser administrada precocemente durante o período da replicação viral, ou seja, nas primeiras 36 horas. As infecções virais alteram a colonização bacteriana, aumentando a adesão da bactéria ao epitélio, reduzindo a capacidade de trabalho do tapete muco ciliar e diminuindo a capacidade de fagocitose dos vigilantes macrófagos e polimorfonucleares.

Permitem então que bactérias residentes invadam os tecidos estéreis, tais como os seios paranasais, o ouvido médio e o trato respiratório inferior, resultando em infecção secundária. O risco de pneumonia tem se tornado mais alto seguindo infecção pelo vírus influenza. Esses fatores são determinantes na exacerbação das doenças pulmonares obstrutivas crônicas (bronquite crônica e enfisema).

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Infecções por vírus respondem, também, por 86% das exacerbações de asma em crianças e 50% em adultos. Os mecanismos de indução de asma incluem: lesão do epitélio, redução das respostas dos beta-receptores, produção de citocinas e cianinas, estimulação dos anticorpos IgE vírus específicos e respiração bucal. A respiração bucal impede a umidificação e aquecimento do ar pela cavidade nasal. O ar frio e a baixa umidade favorecem o aumento da reatividade brônquica que pode perdurar por até seis semanas. A Clínica do Tórax do Hospital Santa Lúcia dispõe de moderno equipamento de realização de provas de função pulmonar e pode quantificar a obstrução resultante da hiper responsividade brônquica.

Author: marozo

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